O que aconteceu na internet?
Recentemente, a Microsoft anunciou que sua plataforma de nuvem Azure sofreu um ataque DDoS recorde, com pico de 15,72 terabits por segundo (Tbps).
Para você ter ideia da dimensão, esse volume de tráfego é gigantesco e normalmente seria suficiente para sobrecarregar muitos serviços.
O ataque foi originado por uma botnet chamada “Aisuru”, composta por mais de 500 mil dispositivos infectados, como roteadores domésticos e câmeras de segurança conectadas à Internet (dispositivos de Internet das Coisas, ou IoT). Esses dispositivos foram usados para “encher” o destino (um ponto da Azure) com tráfego massivo, principalmente via UDP — um tipo de tráfego de rede que é fácil de usar para esse tipo de ataque.
Mas atenção: a Microsoft diz que neutralizou completamente o ataque, graças ao seu sistema de proteção chamado Azure DDoS Protection, que identificou a ameaça e filtrou o tráfego malicioso automaticamente.
Ou seja: apesar do ataque gigantesco, os serviços continuaram funcionando normalmente para a maioria dos clientes.
Por que isso é importante para pessoas que não são de TI
Para quem usa sistemas na nuvem, aplicativos bancários ou plataformas corporativas, esse tipo de notícia pode gerar preocupação: “E se meus serviços caírem?” — mas há alguns pontos de tranquilidade:
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Ataques DDoS são cada vez mais comuns, mas grandes provedores de nuvem investem em proteção pesada
A Microsoft tem uma estrutura distribuída (em vários lugares do mundo) que monitorou o ataque, identificou o tráfego malicioso e desviou para “limpar” antes de afetar os usuários. -
Nem todo ataque é bem-sucedido
Só porque um ataque é grande não significa que ele derrubou tudo. No caso da Azure, o sistema de defesa foi eficaz. -
Dispositivos “simples”, como câmeras ou roteadores, podem ser usados por hackers para formar redes gigantes de ataque (botnets)
Muitos desses aparelhos têm pouca segurança — são fáceis de infectar. -
Não é uma ameaça direta para você (como usuário final), mas pode afetar a infraestrutura de serviços
Se sua plataforma usa a nuvem (por exemplo, servidores web, sistemas de gestão, armazenamento), esses ataques podem causar lentidão ou risco se não forem bem protegidos.
Por que nossos sistemas não caíram (e por que isso é bom)
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Nós usamos infraestrutura robusta e com medidas de segurança em nuvem que ajudam a mitigar riscos como esse.
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Mesmo em meio a um ataque desse nível, serviços bem configurados e protegidos podem continuar operando normalmente.
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Nossa estabilidade reforça que nosso modelo de TI é resiliente e pronto para lidar com ameaças modernas.
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O que fazer se você for gestor ou usar serviços de TI
Para empresas, escolas ou negócios que dependem de sistemas na nuvem, é importante:
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Garantir que seus provedores de TI ou nuvem tenham proteção DDoS ativa.
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Verificar políticas de segurança para dispositivos IoT (roteadores, câmeras, sensores).
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Manter firmwares de dispositivos atualizados, para reduzir risco de serem comprometidos.
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Se possível, fazer simulações (testes) para entender como sua infraestrutura responderia a ataques volumétricos.
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