mais que datilografia digital
Nesta palestra, Fábio Araújo, especialista em comunicação e sistemas de informação, aborda a transformação digital sob uma perspectiva que vai além da simples informatização. Ele argumenta que a transformação digital não se resume a adquirir computadores ou smartphones, mas sim a uma mudança profunda na forma como vivemos e interagimos com a tecnologia.
O palestrante utiliza o exemplo da história do tabagismo para ilustrar os “ciclos do conhecimento”:
1-Desconhecimento/Pouco Conhecimento: No passado, fumar era promovido como um hábito saudável, devido à falta de informação ou à manipulação da comunicação.
2-Conhecimento Limitado/Parcial: Algumas pessoas já sabiam dos malefícios, mas a propaganda ainda tentava associar o cigarro a estilos de vida saudáveis.
3-Conhecimento Amplo/Consciência: A maioria das pessoas passou a ter consciência dos males do cigarro, levando a restrições na publicidade e no consumo.
4-Banalização/Descrença: Atualmente, vivemos um ciclo onde, apesar do conhecimento generalizado, há uma tendência a não acreditar em nada ou a acreditar em tudo (ex: notícias falsas, teorias da conspiração), o que se reflete na persistência do tabagismo mesmo com a ciência provando seus danos.
Araújo conecta esses ciclos à área de Tecnologia da Informação (TI), enfatizando que a TI é muito mais do que “datilografia digital”. Ele destaca a impossibilidade de viver sem o mundo digital hoje, o volume absurdo de informações que recebemos diariamente (e-mails, mensagens de WhatsApp) e como a tecnologia se integrou profundamente em nossas vidas (ex: sua mãe pedindo pão por WhatsApp).
Ele também compartilha sua experiência como subsecretário de governança digital da prefeitura de Juiz de Fora, mostrando como a tecnologia e a compreensão desses ciclos de conhecimento são cruciais para atender o cidadão de forma eficaz. A palestra convida à reflexão sobre o uso consciente da tecnologia e a importância de entender o contexto da informação no mundo atual.