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Os impactos da transformação digital na vida do cidadão comum
Os impactos da transformação digital na vida do cidadão comum
Nos tempos atuais, é praticamente impossível vivermos sem acesso ao mundo digital. Desde às mais simples tecnologias, como as transmissões da TV aberta, das ondas do rádio, até aos supercomputadores que gerenciam a vida financeira e a segurança das pessoas direto da “nuvem”. Isso está presente no cidadão comum, nas maiores corporações empresariais, nas grandes potências econômicas mundiais e em todos os governos, mas não necessariamente no mesmo nível de evolução. O mundo digital vive em constante transformação, está cada vez mais presente e mais necessário na vida de todos nós.
Não é de hoje que convivemos com a transformação digital, sem sequer nos darmos conta disso. Se você quiser definir um marco zero de quando isso começou, desista. É perda de tempo. Ela vem acontecendo naturalmente ao longo das últimas décadas. Lembra quando aprendemos a programar aquele videocassete de sete cabeças (literalmente) para assistir nosso programa favorito depois? Já estávamos nos transformando digitalmente, gerenciando nossas informações, e nem sabíamos. A transformação digital vem se popularizando e isso se tornou ainda mais forte desde o surgimento da internet na década de 1960. Isso mesmo, 1960! A internet não foi uma invenção da década de 1990, como grande parte dos “internautas” pensa.

A transformação digital vem crescendo sutil e exponencialmente, mas não de forma igualitária para todos. Algumas partes da sociedade evoluíram muito, como o mundo empresarial. Outras ficaram para trás, como os governos (em todas as esferas de poder), nos quais as pilhas de papel ainda fazem parte de requerimentos, solicitações, memorandos, processos, alimentando uma burocracia que prejudica o cidadão, que só quer uma solução para seu problema, mas que, muitas vezes, desiste depois que seu protocolo simplesmente desapareceu em meio a tantas pastas, mesas, prateleiras, setores, encarregados, chefias, mudanças de administração.
Pesquisa realizada pela Dell revela que apenas 15% das empresas mundiais estão realmente preparadas para a transformação digital, 35% estão tentando copiar o que a Dell faz e outros 35% estão pensando em como fazer isso. No poder público, nem isso.
Se o mundo empresarial vem se preocupando cada vez mais com a transformação digital, o mesmo não podemos dizer do poder público. Alguns órgãos, como INSS, Receita Federal, Tribunais de Justiça, saíram na frente e, hoje, já possuem boa parte de suas informações e processos administrativos digitalizados, mas ainda falta muito para que o cidadão comum possa ser o gestor de suas próprias informações.
Mais do que o uso de supercomputadores, informações guardadas em “nuvens”, a transformação digital no poder público é a integração entre pessoas e informações e, quando implantada e de fácil acesso, terá os mesmos impactos da Revolução Industrial. Já passou da hora de aproximar o cidadão do poder público. Permitir que ele seja dono de suas informações, que tenha acesso ao andamento de suas demandas.
Antes, as pessoas tinham pouco acesso à informação. Hoje isso não existe mais. É fundamental a democratização da informação como um todo. Essa informação pode ser a notícia ou o acesso a documentos. É inadmissível que, em pleno século XXI, num mundo on line como o atual, o cidadão ainda precise de um pedaço de papel como protocolo e ficar horas e mais horas numa fila para saber o andamento de sua demanda. Quando consegue…
Além de otimizar processos e economizar recursos, a transformação digital nos governos tem o poder de acabar com os intermediários, com o tráfico de influências, entre outros males, pois o cidadão não precisa mais depender do favor de quem quer que seja. Basta ele acessar o sistema de seu próprio celular ou do computador de casa e saber, em tempo real, por onde anda a solicitação feita. E, com isso, cobrar que soluções sejam dadas de forma eficiente e dentro do prazo previsto. É a aproximação do cidadão com o poder público, sem intermediários para emperrar as demandas ou deixá-las mofar numa gaveta de repartição.
Isso também será uma revolução para os gestores públicos, pois poderão controlar on-line a execução dos trabalhos e a produtividade de cada setor. Ser muito mais ágil. Ser, por exemplo, uma prefeitura ágil. Saber em tempo real quais e onde estão as maiores demandas da população e, dessa forma, redirecionar os recursos para que a gestão como um todo seja mais eficiente.
Já passou da hora do setor de TI (Tecnologia da Informação) dos governos dar um salto à frente a entrar de vez nesse universo da transformação digital. Ser mais ágil, estratégico, focando nas soluções que as pessoas precisam, na otimização da gestão, o que impacta até mesmo na gestão dos recursos e dos investimentos. Esse papo de papel, de fila, de burocracia, já era! Deleta!
Fábio Araújo
Fundador da Iniciativa Atlas
Especialista em gestão de projetos, tecnologia e inovação. Já liderou iniciativas em grandes instituições como gestor ou professor e hoje atua à frente da Iniciativa Atlas, criando soluções que conectam estratégia, tecnologia e resultados reais para escolas e empresas.
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